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Cartunista Glauco Villas Boas e seu filho são enterrados em São Paulo
Publicada em 14/03/2010 às 06:47:48

Amigos, parentes e seguidores da doutrina do Santo Daime acompanharam, emocionados, o enterro dos corpos do cartunista Glauco Villas-Boas e do filho dele, Raoni, ontem, em São Paulo.

O adeus emocionante com cânticos, orações e palmas.

Debruçada no caixão do filho, a mãe de Raoni está inconsolável.

Érica, ex mulher de Glauco, dividiu com Bia, atual mulher dele, o desespero da perda de pai e filho.

Emoção que não poupou nenhum dos muitos amigos e parentes que acompanharam o velório pouco antes na capela do cemitério da Zona Oeste de São Paulo.

Há apenas quatro dias muitos dos que estavam ali tinham participado da festa de aniversário dos 53 anos do cartunista. Agora, para a despedida, entoavam cânticos da doutrina do Santo Daime, da qual Glauco era coordenador.

“A gente perdeu um homem que sempre contribuiu pra cultura do nosso país e pra nós da santa doutrina do Daime ele era o comandante do Céu de Maria que é um núcleo bastante grande”, diz Valéria Leal, seguidora do Santo Daime.

Céu de Maria é o nome da igreja fundada por Glauco, em São Paulo, nos anos 90. Era numa chácara, no mesmo terreno da igreja, que ele morava com a família onde o crime aconteceu.

Testemunhas contaram à polícia que Carlos Eduardo Sundfeld Nunes chegou à casa do cartunista na madrugada de quinta-feira.

O rapaz estava transtornado e agrediu Glauco. Segundo os relatos, Carlos Eduardo queria que o cartunista o acompanhasse até a casa da mãe dele para que dissesse a ela que o jovem era Jesus Cristo.

Glauco teria concordado em ir quando o filho, Raoni, chegou e se assustou ao ver o pai machucado.

Carlos Eduardo teria então apontado a arma para a própria cabeça, mas depois atirou o revólver e atirou pelo menos dez vezes contra pai e filho.

Carlos Eduardo fugiu em um carro que o esperava do lado de fora. Ele tem 24 anos. Filho de pais separados, mora com os avós em um bairro de classe média alta de São Paulo. Em depoimento à policia, a família contou que Cadu, como é conhecido pelos amigos, tem problemas psicológicos, já se envolveu com drogas e chegou a ser internado.

Carlos Eduardo teria conhecido Glauco ao procurar o Santo Daime na tentativa de se curar da dependência química.

Mas desde o meio do ano passado não frequentava a igreja.

A polícia está à procura do assassino. Vamos saber então como está a investigação.

O repórter Alan Severiano fala ao vivo com a gente.

O que diz o delegado que cuida do caso ?
O que se diz é que há cinco equipes a procura de Carlos Eduardo. Os policiais foram a casa de amigos e parentes e ligares frequentados por ele. Mas até agora, nada. Nesta sexta-feira, o pai e o avô de Carlos Eduardo disseram que não sabem sobre o paradeiro dele. Mas, o delegado considera o caso elucidado e tem expectativa de que ele se apresente o quanto antes. A Secretaria de Segurança publica afirma que para evitar fuga, o delegado emitiu um alerta a Policia Federal, que cuida da segurança nos aeroportos. E no fim da tarde, a policia conseguiu localizar o carro usado na fuga.

Já se sabe de quem é o carro?

O carro estava em uma rua de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, na frente da casa da mãe do proprietário. A policia já sabe o nome dele. É um rapaz de 23 anos, amigo de Carlos Eduardo, segundo a polícia. O delegado só não sabe informar ainda se o proprietário do carro é a mesma pessoa que estava no veiculo na noite do crime.

Mas, a Secretaria de Segurança Publica já informou que o proprietário está disposto a dar depoimento desde que acompanhado de seu advogado. A policia também não descarta a hipótese de uma terceira pessoa ter participado da fuga.

G1
 
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