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Cartunista Glauco deixa personagens inesquecíveis
Publicada em 13/03/2010 às 19:30:05
Glauco era um homem tímido e discreto e um dos cartunistas mais talentosos do país.
Os traços são limpos e traduzem com simplicidade a natureza complexa de seus personagens. Como Geraldão, o solteirão que morava com a mãe.
“Eu senti Geraldão num domingo. Sempre no domingo, eu sentia aquela solidão”, contou Glauco.
Glauco Vilas Boas tinha 53 anos. Era o caçula de seis irmãos. Nasceu em Jandaia do Sul, no Paraná, e adolescente mudou-se para Ribeirão Preto.
Foi lá, no interior de São Paulo, que o jornalista José Hamilton Ribeiro descobriu o Glauco cartunista. Gostou do que viu e lhe ofereceu a tira diária de um jornal. “Ele era capaz de num quadrinho sintetizar uma situação e bater na cabeça, tinha contundência de fazer a crítica”.
Glauco ganhou projeção nacional e internacional em 1977, quando ele expôs os trabalhos dele e ganhou prêmio no Salão Internacional de Humor de Piracicaba, interior de São Paulo.
A partir daquele ano, ele passou a colaborar com o jornal Folha de São Paulo e criou alguns dos seus personagens inesquecíveis: Zé do Apocalipse, de 1984, e a personagem Dona Marta, que foi publicada nesta sexta.
A secretária Dona Marta corre atrás dos rapazes do escritório, o casal Neuras discute a relação e a amizade com os cartunistas Laerte e Angeli rendeu a tira ‘Los 3 amigos’.
“Um cara muito simples e muito engraçado, muito divertido, muito gozador”, resumiu o cartunista Paulo Caruso.
Glauco foi redator dos programas TV Colosso e TV Pirata, ambos exibidos pela TV Globo, e também criou vinhetas. Nesta sexta, cartunistas postaram tiras na internet em homenagem ao amigo. Um adeus com crítica e humor, do jeito que Glauco sempre tratou a vida.
Os corpos de Glauco e do filho dele serão enterrados na manhã deste sábado no cemitério Gethsêmani Anhanguera, em São Paulo.
G1 |
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