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Padre pode voltar a liderar protestos pela Ponte do Boi Morto
Publicada em 12/03/2010 às 12:32:04

A paciência do folclórico padre Djacy Brasileiro, conhecido no Estado por realizar várias mobilizações em defesa do Alto Sertão paraibano, parece estar chegando ao fim quanto à reconstrução da Ponte do Boi Morto, que liga os municípios de Aparecida, São Francisco e Santa Cruz, e que desmoronou após fortes chuvas no ano de 2008.

O padre voltou a alertar que a obra está completamente parada, e teme que a ponte não seja construída até o próximo inverno. Se até a metade da semana que vem a situação permanecer, ele voltará a mobilizar as populações para realizar protestos. “Caso não haja uma solução rápida quanto a esse entrave técnico, teremos que fazer mobilizações. E essas mobilizações, cobrando rapidez na execução da obra, poderão acontecer na próxima semana”, avisou Djacy Brasileiro.

Os entraves técnicos aos quais ele se refere tratam-se de dificuldades de comunicação entre o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e a empresa responsável pela reconstrução da ponte. Segundo Djacy, “falta o DER passar para a empresa dados técnicos para a concretização da plataforma ou a mesa que fica sobre as colunas”.

“É muito triste ver a obra da Ponte do Boi Morto parada. Sou testemunha ocular. Tudo parado. Que tristeza constatar essa realidade, quando a população sonhava com a ponte construída em breve espaço de tempo! Decepção total! Estou revoltado, constrangido e triste”, lamentou o padre.

Promessas e riscos

Durante visita ao local no mês de janeiro deste ano, o governador José Maranhão (PMDB) garantiu a conclusão da obra até o mês de junho. Mas se isso não acontecer, as populações das cidades, principalmente de São Francisco e Santa Cruz, correm o risco de ficarem novamente isoladas, causando prejuízos econômicos e sociais, principalmente aos estudantes que frequentam escolas na cidade de Sousa.

Em 2009 o padre Djacy Brasileiro, que é da cidade de Santa Cruz, organizou várias manifestações cobrando o início da obra de reconstrução da ponte, inclusive no aniversário de um ano do desabamento, mas só no fim do ano a obra, que está orçada em cerca de R$ 1,8 milhão, segundo o governo do Estado, foi iniciada.


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